Semana 7 de 7 · 2017
Loureiro
Ler o texto original em inglês no Garden in DelightVi um ímpio poderoso, espalhando-se como um loureiro verde.
Salmo 37:35
Um olhar sobre as árvores apresenta sete espécies de árvore, uma travessia ampla do jardim do Éden até a proeminência da palmeira no Domingo de Ramos, preparando o nosso coração para o dia em que Jesus foi pendurado num madeiro. Algumas árvores do caminho podem ser bem adequadas ao seu jardim; outras podem servir melhor à sua mesa, com frutos fáceis de achar na seção de hortifrúti do mercado. De um jeito ou de outro, o simbolismo e as conexões rendem camadas de tesouro escondido na Palavra de Deus.
Pendurado num madeiro
Vi um ímpio poderoso, espalhando-se como um loureiro verde.
Salmo 37:35
Ao fim desta noite, milhares de anos atrás, pareceria que os caminhos dos homens ímpios e impiedosos havia prosperado; quem estava decidido a matar Jesus, o Justo, tinha assegurado a sua sentença. Parecia que Jesus estava maldito, pendurado num madeiro —
O Deus dos nossos pais ressuscitou Jesus, a quem vós matastes, pendurando-o num madeiro.
Atos 5:30
Se alguém for achado culpado de um delito digno de morte e for executado, e pendurares o seu corpo num madeiro, não deixarás o cadáver no madeiro durante a noite, mas o sepultarás no mesmo dia, porque todo aquele que é pendurado num madeiro está sob a maldição de Deus.
Deuteronômio 21:22-23
Para os cristãos é comum falar da morte de Jesus numa cruz e simbolizá-la assim. Consideremos, porém, a realidade humilde de que a cruz, uma estrutura alta ou estaca de madeira, teria sido feita do tronco ou de um ramo grosso de uma árvore morta — uma árvore seca, cortada das raízes, que já não puxava água nem produzia a seiva que dá vida, que já não brotava nem exibia folhas verdes e viçosas.
Não que a cruz tenha sido feita de madeira de loureiro. Em vez disso, demore-se no alinhamento com o Salmo 37, onde o loureiro verde está plantado, que dá voz ao temor de que os que tramam maldade prevaleçam, ressoando a tensão horrível desta noite decisiva.
“Se Deus, no seu esplendor de justiça, verdadeiramente triunfa, por que o mal parece florescer? Por que os ímpios parecem prosperar, verdes e saudáveis como uma árvore ereta? (Salmo 37:35). Por que o Justo, o Filho único de Deus, morreu numa cruz de madeira? Foi uma torção horrível da glória de Deus nas árvores, tanto que traduções históricas verteram poeticamente “madeiro” por “cruz” (Deuteronômio 21:22-23; Atos 5:30).”
Depois de olharmos com assombro, ao longo destas semanas, para árvores belas, cheias de sentido, nutritivas e deleitosas, com lições que iluminam, pare e pense com calma neste momento escuro da Escritura, quando a árvore era tudo o contrário: seca, derrotada, despida, morta.
O verde e o seco
Pois, se com a árvore verde fazem isto, que acontecerá com a seca?
Lucas 23:31
Jesus soltou essa pergunta sutil no caminho para a crucificação. De novo, não que o Salvador falasse especificamente de um loureiro verde, mas do contraste entre árvores verdes, cheias de vida, e árvores secas, ressequidas, mortas, sem vida. Ousaríamos imaginar essa réplica como um gracejo, um riso diante da impiedade? Se as árvores “verdes” são queimadas, quanto mais isso acontecerá com a seca? Nessa referência dita quase entre dentes, Jesus oferece segurança, repetindo que o mal recebe o que lhe é devido no fim.
Um pouco mais, e os ímpios não existirão; ainda que os procures, não serão achados… porque o poder dos ímpios será quebrado, mas o Senhor sustenta os justos… Os ímpios, porém, perecerão: embora os inimigos do Senhor sejam como as flores do campo, serão consumidos, desfar-se-ão em fumaça.
Salmo 37:10,17,20
Talvez as nossas circunstâncias sejam uma pequena medida desse momento, com o erro parecendo bem-sucedido ou os elogios se derramando sobre quem oprime. Ainda assim, o Salmo 37 conduz o nosso pensamento derrotado à vitória!
A vida ampla e livre vem de Deus; é também protegida e segura. Fortalecidos por Deus, somos livrados do mal — quando corremos para ele, ele nos salva.
Salmo 37:39-40
Loureiros
Do mesmo modo, embora tenhamos nos demorado nas sombras da agitação do mal, a vitória do Salvador se mostra na horticultura exuberante do loureiro. O brilho das folhas na primavera e a capacidade delas de continuarem viçosas e perfumadas mesmo depois de cortadas da árvore as deixam prontas para guirlandas e festões — decoração de festa (plante loureiro para ter ramos na decoração de Natal… mas já estou adiantando as festas!). O loureiro era um favorito no mundo antigo para adornar vencedores militares e honrar conquistas acadêmicas; “coroas” ou grinaldas aparecem com frequência retratadas em cabeças gregas ou romanas honradas. Uma passagem de Provérbios concorda, ao declarar que a sabedoria “dá à tua cabeça uma grinalda de graça e te oferece uma coroa de glória” (Provérbios 4:9).
Para completar o nosso Um olhar sobre as árvores, o loureiro é natural para fazer ressoar o triunfo de Jesus sobre a morte.
Então se cumprirá o dito: a morte engolida pela Vida triunfante! Quem ficou com a última palavra, ó morte? Ó morte, quem tem medo de ti agora? Foi o pecado que tornou a morte tão assustadora, e a culpa da lei que deu ao pecado a sua alavanca, o seu poder destruidor. Mas agora, num único golpe vitorioso de Vida, os três — pecado, culpa e morte — se foram, o dom do nosso Mestre, Jesus Cristo. Graças a Deus!
1 Coríntios 15:56-57
Leia mais sobre loureiros nas devocionais de Jesus The Seed, Root, Branch and Firstfruits, parte de Garden Stories, páginas a-47 e a-48, e na seção Garden Tour, Asia Minor and Macedonia, “Lay of the Land”, página 1249, de God's Word for Gardeners Bible.